Confederação do Equador
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Confederação do Equador

Sob a liderança da Província de Pernambuco, o Nordeste se tornou o principal centro de resistência contra o autoritarismo exagerado de D. Pedro I e ao centralismo que colocava as províncias brasileira submetidas ao controle absoluto do governo central.
Essa insurreição explodiu no Nordeste em 1824, no mesmo ano em que D. Pedro I, outorgou a Constituição. Esse movimento foi chamado
Confederação do Equador

Os líderes desse movimento foram: Frei Caneca e Cipriano Barata, os quais divulgavam no Nordeste, as idéias liberais, republicanas e federativas, isto é, antimonárquicas e descentralizadoras, que defendiam a liberdade de cada província escolher o seu próprio governo.
Os problemas nordestinos foram se agravando à medida que aumentava a crise econômica, devido à queda de exportações de algodão e açúcar e os pesados impostos cobrados pelo governo. Fatores estes somados à crescente aversão aos portugueses, alimentavam as idéias revolucionárias.

Os organizadores da revolução separatista do Nordeste contaram com o apoio e a participação das camadas populares, compostas por brancos pobres, mestiços, militares de baixa patente, escravos e negros livres.
Os ideiais republicanos dos revolucionários eram: a extinção do tráfico negreiro, a união de todas as províncias do Nordeste e a proclamação de uma república federativa, onde as províncias teriam autonomia para governar a si mesmas.

A Confederação do Equador seria então uma república composta por Pernambuco, Alagoas, Paraiba, Rio Grande do Norte e Ceará, enfim, seria um novo Estado republicano e federativo

A revolução dos nordestinos começou a fracassar quando as elites agrárias e alguns chefes revolucionários abandonaram o movimento. Isso facilitou a vitória do governo que contou com a ajuda dos mercenários estrangeiros, mais de 1500 homens comandados pelo brigadeiro Lima e Silva e de uma esquadra inglesa. Também a Inglaterra prestou auxílio ao emprestar um milhão de libras ao governo para sufocar a rebelião.

Em 12 de setembro de 1824, os 3.500 soldados do governo vencem os confederados em Recife, que fogem para Olinda e rendem-se, mas são vítimas de costumeiro banho de sangue. Os ingleses saquearam e incendiaram Recife. Uma boa parte dos confederados não aceitou o fim e continuou a luta, sob a liderança de Frei Caneca e alguns outros, mas não adiantou, foram derrotados.

Os chefes foram condenados à morte. Caneca foi executado em 13 de janeiro de 1825: o carrasco não quis enforcá-lo e ele foi fuzilado. Outros nove revolucionários também foram condenados à morte, entre eles um norte-americano. Alguns fugiram, como o próprio chefe de governo confederado, Pais de Andrade.

Consolidava-se assim a "independência" proclamada por D. Pedro I, em 7 de setembro de 1822, matando-se os que realmente lutaram pela liberdade do Brasil. Independência. Ou morte ?














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Faustino Emílio da Silva          Contatos: Faust@tuia.com.br.
Última atualização: sábado, 20 de novembro de 2010