Ciclo do Pau-Brasil
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PERÍODO PRÉ-COLONIAL ( 1500 a 1530 )

Foi o período do reconhecimento da nova terra descoberta e da exploração do pau-brasil. Além disso Portugal um país pouco povoado, dificilmente conseguiria levar avante frente simultâneas de exploração: África, Ásia e América. Os interesses econômicos de Portugal ainda eram,  naqueles anos de garantir o comércio com as Índias. A posse de seus domínios na América e que se encontravam mal delimitados só interessava sob o ponto de vista estratégico, isto é, garantir o controle da rota atlântica que levava até as Índias.

A atividade madereira rudimentar e de extrativismo irracipnal predatório, além de constituir destruição em larga escala das matas nativas brasileira, ainda despertava a cobiça de outros povos estrangeiros: espanhois e notadamente franceses através dos corsários e invasões de nosso território.

Durante o período da pré-colonização, para cá vieram várias expedições lusitanas com o objetivo de reconhecer e proteger o território recém descoberto.

Assim, em 1501, D. Manuel I enviou um expedição com tais objetivo. O provável comandante dessa expedição foi Gaspar de Lemos, ( ex-integrante da frota de Cabral a quem coube levar ao rei a notícia do descobrimento do Brasil )

Essa expedição, aportando no litoral do Rio Grande do Norte e descendo para regiões mais temperadas foi registrando os lugares descobertos com nomes dos Santos do calendário. Assim foi: S. Roque, S.Jerônimo,S.Francisco, baia de Todos os santos, cabo de São Tomé, Angra dos Reis. Outros nomes foram tirados de impressões e acidentes de viagem: Rio Real, Cabo Frio, Baia Formosa, etc. Ao que parece a Serra do Mar sempre foi referência nas explorações, pois por muitos anos figurou nos mapas como o último ponto conhecido. Cananor calculou a extensão percorrida pela expedição em duas mil e quinhentas milhas.

Em 1503, outra expedição foi enviada ao Brasil. Desta vez era chefiada por Conçalo Coelho e dela fazia parte Américo Vespúcio. Esta talvez fosse a 3ª vez que Vespúcio vinha à América. Com essa expedição vieram comerciante,  com a condição de arrendatários das terras pelo prazo de três anos sob a chefia de Fernão de Noronha, sogro de Cabral, com o compromisso de enviar ao Brasil seis navios por ano para desbravá-lo em até 300 léguas de seu litoral, construir e sustentar uma fortificação e pagar o quinto do pau-brasil ao governo.

O navio comandada por Américo Vespúcio ao atingir a ilha de Fernando de Noronga, desviou-se para o sul e ele fundou em Cabo Frio um entreposto fortificado, deixou ali alguns homens e regrexou a Portugal.

Gonçalo Coelho seguiu até a foz do rio da Prata na esperança de encontrar metais preciosos; depois retornou parando no litoral do Rio de Janeiro de onde partiu carregado de pau-brasil para Portugal.

Posteriormente em razão da presença constante de contrabandistas no Brasil, a Coroa portuguesa resolveu enviar mais duas expedições guarda-costas para vigiar nosso litoral, desde Pernambuco até o Rio da Prata. A 1ª expedição ficou aqui de 1516 a 1519 e a outra de 1526 a 1528. Ambas as expedições foram chefiadas pelo Almirante Cristóvão Jacques.

Essas medidas, na tentativa de preservar nosso território de invasões francesas não foram suficientes. Foi então colocado em prática, um plano de colonizaçãp definitiva para o Brasil. O rei D. João II, o Colonizador, sucessor de D. Manuel I, resolveu, em 1530, dar início à colonização do nosso país, política bem distinta de um ,país notadamente mercantilista como era Portugal..

Enquamto que, a política mercantilista da época o principal objetivo era o comércio; a colonização se diferenciava essencialmente por ater-se ao cultivo da terra e exploração de produtos. O imediato povoamento da terra foi a sugestão apresentada pelo próprio Cristóvão Jacques ao Rei, para que o problema de invasões não prosseguissem. Os invasores levavam vantagens devido ao bom relacionamento que eles mantinham com os nativos.     

A EXPEDIÇÃO DE MARTIM AFONSO DE SOUSA

Em 1530, foi enviada ao Brasila expedição de Martim Afonso de Sousa. Era um expedição mista de gurda-costa e colonizadora.

A expedição tinha três grandes incumbências:

  1. a exploração do litoral do rio da Prata;
  2. o combate aos corsário que infestavam o território brasileiro;
  3. o estabelecimento de núcleos estáveis de povoamento.

Martim Afonso, nobre da corte, para atingir tais objetivos, recebeu por meio de Carta Régia, plenos podêres. A expedição era composta de 5 navios e cerca de 400 homens entre os quais, nobres e futuros povoadores do Brasil. As pessoas trouxeram sementes, plantas e animais domésticos.

Martim Afonso de Sousa partiu em dezembro de 1530 e em janeiro de1531, depois de passar pelas ilhas Canárias e de cabo Verde chegou ao litoral pernambucano onde perseguiu e aprisionou alguns navios corsários. Dali enviou duas caravelas até a foz do rio Amazonas na ilha de Marajó, sob o comando de Diogo Leite, para explorar o litoral norte. Posteriormente Nartim Afonso dirigiu-se à baia de Todos os santos onde encontrou com Diogo Alvares Correia "O Caramuru", um náufragos que vivia entre os índios por mais de 20 anos, que lhe prestou valiosos auxílios. ( Caramuru vivei na Bahia de 1510 a 1557, quando faleceu ).

Prosseguindo viagem, Martim Afonso rumou para o rio da Prata, deixando ali seu irmão Pero Lopes com uma nau para fazer o rechonhecimento da região. De regresso Martim Afonso chegou a São Vicente com uma parte da esquadra e ali em 22 de janeiro de 1532, fundo a Vila de São Vicente. São Vicente foi o primeiro núcleo populacional e o início de efetiva colonização. Para proteção da Vila, mandou construir dois Fortes um em São Vicente, outro em Bertioga.( forte São João, atual Museu João Ramalho )

Em 1533, Martim Afonso juntamente co João Ramalho, outro náufrago, que aqui viveu, subiu o planalto de Piratininga e fundou outra vila a de Santo André da Borda do Campo, cuja existência foi efêmera, pois foi refundada mais tarde pelo Governador-Geral Tomé de sousa.

Martim Afonso de Sousa, procurando montar uma estrutura politico-administrativa, mandou montar alfândega e o pelourinho, instalar as primeiras câmaras municipais.

Para proceder ao desenvolvimento econômico, procedeu a distribuição de sesmarias em caráter definitivo. Estas eram imensos lotes de terra.

Ele também mandou algumas expedições pelo interior do Brasil em busca de riquezas minerais, contudo, sem maiores resultados.

De volta a Portugal em 1532, a chamado do Rei, Martim Afonso deixou no governo de São Vicente o padre Gonçalo Monteiro, que juntamente com João Ramalho, deu prosseguimento à sua obra. Por esse tempo Portugal já estava planejando o sistema de Capitanias Hereditárias

  O pau-brasil                                              

 Os portugueses  nos primeiros anos após o descobrimento das novas terras na América, sabiam que apenas uma uma espécie de vegetal tinha algum valor econômico no ramo da tinturaria. Era o pau-brasil em quantidade razoável no litoral brasileiro. Mas a melhor espécie existia no atual Estado de Pernambuco. O índios conheciam essa árvore com o nome de ibira-pitanga. O nome científico é caesalpinia echinata  A arvore do pau-brasil atinge a altura de 10 a 15 metros e o tronco pode atingir 1 metro de diâmetro na sua base.

A exploração do pau-brasil era de forma rudimentar e os portugueses contavam com ajuda dos indígenas para cortar a madeira e levar até o porto.

A atividade madeireira dessa natureza não contribuia para o povoamento do Brasil, pois de certa forma não fixava o homem na terra. Ocorriam instalações de feitorias  mas essa construções apenas servia de fortaleza para se defenderem dos invasores e como depósitos de madeira.

Os portugueses nessa atividade exerceram livres da concorrência dos espanhóis que se afastaram em cumprimento do acordo pelo Tratado das Tordesilhas, mas não se livraram dos franceses, os quais não tinham qualquer acordo a cumprir. Em vão foram as tentativas de D. João III, rei de Portugal junto`a França. Por isso em 1526 enviou uma expedição comandada por Cristóvão Jaques. Essa expedição afundou vários navios franceses e matou com muita crueldade os sobreviventes, mas os franceses continuaram explorando o pau-brasil

A exploração do pau-brasil era monopólio da Coroa portuguesa e só com sua autorização e pagamento o concessionário poderia exercer essa atividade. Fernando de Noronha, aliado a alguns judeus , foi um desses concessionários.

Embora a exploração do pau-brasil ocorresse até início do século XIX, mas em 1530 as matas brasileiras do litoral brasileiro já estavam esgotadas.

Manejo para extrair a tinta e as sementes do pau-brasil

BIBLIOGRAFIA:

bulletHistória do Brasil, de Francisco Assis Silva, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil, de Osvaldo Rodrigues de Souza, Editora Ática
bulletHistória da América, de Raymundo Campos, Atual Editora
bulletHistória do Brasil, de José Dantas, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil de Nelson Piletti, Editora Ática
bullet

História do Brasil, de Elian Alabi Lucci, Editora Saraiva

bulletHistória das Civilizações, de Fernando Saroni e Vital Darós
bullet

História Martins, 8 , Editora FTD

 

 

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Última atualização: quarta-feira, 02 de junho de 2010