Fernando Collor de Mello
Início do Portal
Acima Antecedentes Brasil-Colônia Brasil-Monárquico Brasil-República

Home

História Geral
História do Brasil
Constituições
Lutas do Povo   Revoluções
Datas Importantes
Familias dos Presidentes
Tratados 
Vídeos Históricos 

 

bulletGoverno Sarney
bulletGoverno Collor
bulletGoverno Itamar
bulletGoverno Fernando Henrique Cardoso  
( 1º mandato )
bulletGoverno Fernando Henrique Cardoso
 ( 2º mandato )
bulletGoverno Lula ( 1º mandato )
bulletGoverno Lula ( 2º mandato )
bullet Dilma Roussef

FERNANDO COLLOR DE MELLO
( de 15/03/1990 a 29/12/1992 ) 

 

A ERA COLLOR

Fernando Collor de Mello começou o ano de 1990, como presidente eleito em eleições diretas desde 1960. Collor assumiu a Presidência da República no dia 15 de março de 1990 com muita pompa e mais de uma centena de delegações estrangeiras. No mesmo dia da posse, Collor assinou algumas medidas objetivando a reforma administrativa: extinção de ministérios e substituição de outros por secretarias especiais; extinção e privatização de empresas estatais; vendas de imóveis do governo, etc. A vez do choque econômico, deixou para o dia seguinte.

O ano de 1990 foi, no mundo, o ano do fim da guerra fria e, no Brasil, a consolidação da democracia. Um artigo da revista suplemento do jornal "O Estado de São Paulo" , chamada Revista 2.000, em seu contexto editorial apresentava "As reservas de esperança e paciência da humanidade, para que pudesse dar por encerrada, a era em que o planeta, dividido em dois blocos antagônicos e armados até os dentes, viveu sob o risco permanente de uma hecatombe nuclear até a festa da paz diante do portão de Brandeburgo, em Berlim, quando os alemães se rejubilavam devido a reunificação de seu país e celebravam o funeral da "Guerra fria"

O Brasil, desde o ano anterior, em 1989, experimentava o sabor doce da democracia, o país inteiro vibrava nas ruas, uns com suas bandeiras verde-amarelas apoiando Fernando Collor de Mello; outros portando bandeiras de seus partidos, apoiando outros candidatos.

Afinal desde o ano de 1961, após todos esses anos de ditadura militar, os brasileiros não tinham mais votado diretamente para presidente da república, pois a eleição era indireta através de um Colégio eleitoral no Congresso. Collor, vitorioso em segundo turno sobre o outro candidato que era Luís Inácio da Silva, o Lula, subia a rampa do Palácio do Planalto como o primeiro presidente eleito pelo voto direto após longo jejum de quase 26 anos. obteve 53 % dos votos válidos, representou 42,7 % do total de eleitores. Pois de acordo com a nova Constituição de 1988, era permitido de ora em diante votar os analfabetos, menores de 18 anos e maiores de 16 anos e os maiores de sessenta anos.

 Pregando modernidade e mercado livre Collor assume em 15 de março de 1990. Collor logo desde o início de seu governo a exemplo durante as campanhas eleitorais, utilizava-se de gestos simbólicos para marcar sua imagem de jovem arrojado e disposto a enfrentar desafios mais ousados. Exemplos dessa técnica ocorreu na Serra do Cachimbo, no Pará, para promover a ruptura com o passado jogou a pá de cal donde arquivou o programa de testes nucleares, ou, por ocasião do leilão de carros oficiais organizado por João Santana, quando abriu a temporada de caça das mordomias.

No início de seu governo, demonstra uma arrogância e uma irreverência, ao sabor do clima de euforia reinante no país chamando-lhe atenção para si como representante mais alto da nação. Afeito às situações de perigo, ora pilota um avião Mirrage da Força Aérea Brasileira, ora dirige um tanque de Guerra das forças Armadas, ora pilota um Jetski. Collor procura produzir efeitos especiais para recalcar sua face jovial, dinâmica e moderna. Em uma dessas aventuras, quase se dá mal, como no episódio da incineração de droga no Paraná, quando ateou fogo num monte da erva maldita, a  Canabis Sativa, as labaredas num relance rápido, lamberam-lhe o rosto, chamuscando-lhe as pestanas e as sobrancelhas.

Plano Collor

No dia seguinte, do início de governo lança o Plano Collor, pelo qual, visava debelar a inflação, esperava que retirando dinheiro de circulação iria reduzir o consumo e a inflação. 

bullet

moeda: extinção do cruzado novo e a volta do cruzeiro;

bullet

salários: teriam seus reajustes prefixados todo dia 15 de cada mes;

bullet

preços: deveriam voltar aos níveis do dia 12 de março de 1990, passando a ser prefixados todo dia 1º de cada mes a partir de 1º de maio;

bullet

poupança: as quantias superiores a NCz$ 50.000,00, foram bloqueadas por 18 meses, devendo ser devolvida depois desse prazo em 12 parcelas mensais;

bullet

conta corrente: valores acima de NCz$ 50.000,00 também ficaram bloqueados por 18 meses

Para isto, foi decretado feriado bancário por três dias e ao final era fornecido, por dia,a cada cliente apenas NCR$ 50,00 (Cincoenta Cruzados Novos), as cadernetas de poupança e os depósitos bancários foram bloqueados por dezoito meses. Muitas pessoas na época recorreram à justiça para resgatar o dinheiro que o governo bloqueou. Foi o mais forte choque econômico que o país experimentou em toda a sua história. Decorridos os dezoito meses, ao final do confisco de 85 bilhões de dolares, filas intermináveis decorrente do congelamento de preços varrem o país, o povo corre para pegar o dinheiro de volta. Eram filas injustas que roubavam tempo e paciência. O caos domina a situação financeira de muitas pessoas, houve mesmo quem chegasse à loucura ou mesmo ao suicídio.

As medidas impactantes de Collor, provocaram profunda recessão, isto é, uma diminuição acentuada da atividade econômica, sobretudo a industrial. O desmprego alcançou o maior índice das últimas décadas. Os salários por sua vez perderam grande parte de seu valor. No primeiro semestre de 1992, a inflação girava em torno de 23% ao mes.

Outros achavam que a causa principal da inflação era o déficit público. Nesse sentido várias medidas foram tomadas. O número de ministérios foram reduzidos de 23 para 12, autarquias e fundações estatais foram extintas e milhares funcionários foram colocados em disponibilidade.

O combate ao déficit devia prosseguir com a privatização, isto é, com a venda das estatais. O governo devia seguir com um princípio liberal, com o tamanho mais reduzido do Estado. O governo iria se retirar das atividades mais produtivas para realizar melhor as atividades básicas, tais como, educação, saúde e segurança.

Todas essas medidas fizeram a inflação baixar de 80% para 20% ao mes, mas isso pouco tempo durou. A situação começou a ficar crítica. Com a diminuição das atividades econômicas, ocorriam falências e milhões de desempregados, pois os empresários hesitavam em investir. O quadro recessivo era evidente.

Entretanto, Collor enfrentou não a tempestade econômica, mas o furacão político em consequência das medidas adotadas, pois perdeu popularidade e força no Congresso e vários grupos passaram a fazer oposição ao governo do presidente Collor.

O golpe definitivo veio, Collor sendo acusado de corrupção num esquema juntamente com seu tesoureiro de campanha Paulo César de Faria, no chamado Esquema PC, pela denúncia de seu irmão Pedro Collor. em maio de 1992 abre-se um CPI, que comprova o fato. Então tem início o processo de impeachement.

Em 2 de outubro de 1992, Collor é afastado. em seu lugar assume interinamente Itamar Franco.

No dia 29 de dezembro daquele mesmo ano Collor tenta impedir seu julgamento no Senado renunciando a presidência. Mesmo assim ele é julgado. perde o cargo e tem seus direitos cassados por 8 anos.

O Esquema PC

Paulo César Faria, advogado, ex- seminarista, homem bem sucedido no empresariado, foi até a a época da ascensão de Fernando Collor de Mello como Presidente da República, uma figura de certa forma até então desconhecida. A partir de sua entrada na política como tesoureiro de campanha do então candidato a presidência de república, começou a ganhar notoriedade, mas simultaneamente vieram as acusações de mentor de um esquema de corrupção, que envolvia várias pessoas ligadas ao governo, inclusive o próprio presidente da república.

Paulo César de Faria despontava como figura importante, embora haja quem afirmasse que estivesse ligados a redes de informações e tráfico de influências junto aos detentores do poder público, bem como do patrocínio de candidatos a cargos eletivos, que lhe rendessem poupudos dividendos futuros. Notícias veiculadas mais tarde, após sua morte violenta em Guaxuma, no Estado de Alagoas, diziam ainda, que PC esteve  envolvido com a máfia italiana, drogas, prostituição etc. Paulo César Farias e sua namorada Susana Marcolino foram encontrados mortos a tiros, numa madrugada de 23 de julho de 1996, numa casa de praia, onde ambos moravam. Foram acontecimentos envoltos em mistérios, quando o laudo oficial apontou entre eles, homicídio, seguido de suicídio.

Impeachement

O processo de impeachement de um chefe de governo, consiste na abertura de uma CPI pelo poder legislativo para apurar os fatos, saber se ocorreu crimes de responsabilidades e atos delituosos no exercício da função pública, após isso, o processo será remetido para julgamento pelo Senado Federal. Comprovada a culpa o ocupante do cargo é afastado e seus direitos políticos lhe são cassados por um período variável, no caso de Collor, foi de 8 anos.

BIBLIOGRAFIA:

História do Brasil, Osvaldo Rodrigues de Sousa, Editora Ática

 

História do Brasil  |  Família | Educação e Cultura   |  Esporte e Lazer  |Religião  |  Direito Brasileiro   |  Meio Ambiente  |  Músicas  | Notícias, Casos, Contos e Causos  |  Sabesp  |        

    Topo da Página            Início do Site

Websites [ tuia.com.br and cki.com.br ]                 Bloco: História do Brasil
       Contatos          tuia @cki.com.br
Última atualização: segunda-feira, 29 de novembro de 2010